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A Copa do Mundo e o aluguel por temporada

Dois quartos, suíte, bairro nobre, camareira, carro com motorista e um aluguel de 18 mil dólares para se hospedar em Recife na temporada da Copa do Mundo.

A Copa do mundo se aproxima e as cidades sedes correm na preparação para as demandas em todos os setores. Quando o assunto é o mercado imobiliário, a expectativa não é diferente. Com a grande procura por opções de estadia e uma quantidade insuficiente de hotéis para atender as necessidades de um evento mundial, o Recife e a Região Metropolitana disponibilizam o aluguel por temporada, uma opção que, inclusive, favorece o bolso do turista.

Segundo o Ministério do Turismo, a expectativa de demanda total por hospedagem para a Copa de 2014 alcançará 540 mil visitantes estrangeiros e 1,86 milhão de visitantes nacionais. Na Copa das Confederações, o público geral se dividiu assim, em termos de hospedagem: 58,4% em hotéis e similares, 37,1% em casa de amigos e 3,8% em apartamentos e casas alugadas, conforme pesquisa do Ministério do Turismo.

A perspectiva é de crescimento no número de imóveis alugados, pois o evento tem maior porte que o anterior e o público esperado é mais diversificado: executivos, trabalhadores, famílias e grandes grupos de amigos.

Lourenço Novaes, Presidente do Portal Imobiliário de Pernambuco e Vice-presidente do Sindímoveis, fala sobre os efeitos da procura de local para hospedar- se. “Acredito que o domínio de locação por temporada terá um crescimento substancial no Recife, tanto na zona sul devido a área litorânea como na zona norte devido aos imóveis de alto padrão.” O aluguel de imóveis para temporadas festivas no Estado não é novidade, por isso já existe grande expectativa. “Esta eclosão será infinitamente edificante para a economia, principalmente no setor imobiliário, que devido a este aquecimento, mexe com aluguéis simples e contratos de luxo num constante período de 90 dias” explica, Lourenço.

O consultor imobiliário Harry Black, acredita que a viabilidade de contratos por temporada será positiva, para ele é uma forma de abrigar mais pessoas com um custo mais baixo. O aluguel para quem vem a trabalho também parece uma boa opção já que o tempo de duração da Copa será em média de 2 meses e o gasto em um hotel seria no mínimo o dobro. Black ressalta a importância de firmar um contrato de acordo com a lei do inquilinato para que ambas as partes não tenham prejuízo. “É importante a procura de uma imobiliária, para que haja um auxílio jurídico, um processo menos burocrático de aluguel, onde alguém mais capacitado possa dar as diretrizes e fazer com que o contrato seja justo e seguro”, disse Harry Black.

Gráfico RMA