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Arte que transcende o físico

No caso, além do apoio do veículo, órgão responsável pela equipe e veiculação, o projeto também recebeu auxilio do  Governo do Estado e da Secretaria de Cultura. Agora, novas ideias do ramo são vistas com bons olhos e com grande interesse por empresas privadas. 

O especial foi feito em dois cadernos especiais, sobre os perfis de cada Patrimônio Vivo, entrevistas, histórias de suas vidas, carreiras, projeções e superações, com textos escritos por seu idealizador, Mateus Araújo, e por colaboradores como Bruno Albertim, Diogo Guedes e José Teles. “Em síntese, são narrativas, como gosto de dizer, em que eles mesmos contam suas histórias”, conta Mateus.

O Conselho Estadual de Cultura escolhe, desde 2005, três novos patrimônios, que, por merecimento, recebem uma bolsa vitalícia (de acordo com pessoa física ou jurídica) e em retribuição, compartilham seus saberes com os mais jovens, formando futuros artistas pernambucanos.

Segundo Mateus, as pesquisas iniciaram em 2012 e a ideia do projeto surgiu como um roteiro de documentário que em seguida foi adaptado para um especial impresso. “Foram 18 meses percorrendo quase todo o estado atrás dessas pessoas e desde a primeira linha de texto até a última eu busquei valorizar e respeitar todos os personagens. Deixei que eles tivessem o direito de voz, de dizer quem são e como estão vivendo. Acredite: quase todos vivem na humildade, alguns até em condições de risco, mas felizes, porque fazem o que gostam – embora com pouco reconhecimento, ainda”, conta. “Meu objetivo sempre foi que Pernambuco conhecesse seus Patrimônios Vivos e olhassem para eles além do Carnaval, do São João ou do Natal.”, destaca.

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