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Aumento na demanda de shoppings centers

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O projeto é uma dobradinha shopping- hotel, modelo encontrado nos grandes centros do sul e sudeste do país, assinado pela parceria das empresas Plus Investimentos e Class Empreendimentos, também responsáveis pelo Vitória Park Shopping.

A política governamental de incentivar o consumo, aliada ao baixo desemprego e a boas taxas de crescimento da economia, fez com que o comércio varejista fosse o grande motor da economia brasileira nos últimos anos. Fez, também, surgir uma nova classe média no país, uma demanda até então reprimida. Tal fenômeno se traduziu numa maior inserção de classes mais baixas, milhões de pessoas de baixa renda, na sociedade de consumo. Como em uma economia de mercado a oferta depende da procura e não o contrário, os grandes centros de compra foram os únicos investimentos com capacidade produtiva de suprir a gigantesca nova demanda.

Os números comprovam essa inclusão: Nos últimos oito anos, o número de visitantes que trafegaram por shopping centers dobrou, passando de 203 milhões para 415 milhões por ano. Tendo em vista que o número de visitantes aumentou em uma razão maior do que o aumento do número de shoppings, observa-se uma mudança na cultura do consumidor, cuja tendência é cada vez mais optar pelas vantagens dos grandes centros de compra, em detrimento do comércio local em centros urbanos.

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Obras de construção do Petrolina Park Shopping

 “No comércio em centros urbanos, o consumidor não tinha segurança, não tinha conforto, não tinha estacionamento. A lógica do Shopping Center foi perceber esses elementos ausentes ao comércio comum e incorporá-los em um único lugar, criando assim uma nova polaridade urbana”, observa Eduardo Moura, professor de sociologia urbana da Faculdade Boa Viagem.