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Cidade (quase) inteligente

Novo modelo de vida das pessoas exige soluções eficazes

Em um futuro não tão distante, as cidades serão responsáveis ​​por quase 90% do crescimento da população mundial, 80% da criação de riquezas e 60% ​​do consumo total de energia. É o que revela um estudo do M.I.T. (Massachusets Institute of Technology). Países do grupo B.R.I.C, que reúne Brasil, Russia, India e China, terão os maiores aumentos em relação a migração para as cidades. Só na China, 300 milhões de habitantes rurais vão se deslocar para áreas urbanas ao longo dos próximos 15 anos. Isso vai exigir a construção de uma infra-estrutura equivalente ao sistema de habitação de toda a população brasileira em questão de algumas décadas. Desenvolver melhores estratégias para a criação de novas cidades, é, portanto, um imperativo global. 

Segundo o Secretário Municipal de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, o Recife tem como grande desafio, a mobilidade inteligente. “Nossa gestão está focando principalmente em recuperar as calçadas e na construção de ciclovias e ciclofaixas, para que o cidadão possua ter melhor deslocamento em pequenas distâncias. Estamos formulando novas faixas azuis, exclusivas para o transporte coletivo, tudo com muita integração “, disse o secretário. 

Uma cidade pode ser definida como “inteligente”, quando os investimentos em capital humano, capital social, infra-estrutura e tecnologias de informação e comunicação, geram um crescimento econômico sustentável e uma elevada qualidade de vida. Aliada a uma gestão racional dos recursos naturais, por meio da ação participativa e engajamento da população. “Integração entre os ônibus e o metrô, representa diminuição significativa do tempo de viagem, além do investimento na melhora da qualidade do transporte coletivo.” Queremos que a população opte pelo sistema público” fala o Secretário João Braga. O conceito de cidade inteligente significa, essencialmente, eficiência. Mas a eficiência com base na gestão inteligente, tecnologias integradas e participação ativa dos cidadãos, implicando um novo tipo de governança, onde existe um genuíno envolvimento dos cidadãos nas políticas públicas.

A necessidade de melhorar  nossa compreensão de como funcionam as cidades, no entanto, é pressionado não apenas pela relevância social dos ambientes urbanos, mas também pela disponibilidade de novas estratégias para intervenções em larga escala, que são permitidas graças as tecnologias emergentes. Principalmente, os avanços na análise de dados, tecnologias de sensores e experiências urbanas.

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Projetos como o Bike PE, que além de fornecer uma alternativa de lazer ao Recifense, oferece uma alternativa ao trânsito caótico da cidade. “Eu trabalho no Recife Antigo e perdia muito tempo no engarrafamento de manhã,  entre o trabalho e a universidade a noite. Passei então, a deixar o carro na universidade pela manhã e fazer esse percurso de bicicleta em metade do tempo”, conta o estudante de direito Igor Martins. As bicicletas são distribuídas em pontos estratégicos da cidade e o sistema é alimentado por energia solar, operado e  conectado à internet, fazendo com que os usuários possam acessar informações e até retirar as bicicletas através do celular.