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Energia eólica movimenta milhões no Estado

Só as instalações de indústrias do setor em Pernambuco já movimentou mais de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais.

Na intenção de atrair investimentos, modernizar a geração de energia e procurar alternativas que previnam problemas ambientais futuros, o Governo de Pernambuco trabalha a imagem do Nordeste brasileiro como a região de maior potencial eólico no país e o Estado, com destaque para Complexo Industrial e Portuário de Suape, como local com a melhor infraestrutura e localização para o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor eólico no Brasil.

Segundo o órgão, o potencial de geração de energia através das forças dos ventos está concentrado principalmente nos estados do Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, detendo 77% de todos os empreendimentos brasileiros no setor eólico e estabelecendo Pernambuco como uma excelente posição geográfica para a instalação de plantas industriais de equipamentos que atendam as demandas do setor. No momento, Suape abriga as empresas que produzem os componentes das torres eólicas.

No Complexo funcionam duas fábricas que produzem equipamentos para a cadeia eólica, a Impsa e a Gestamp. Outros dois empreendimentos, a LM Wind Power e a Iraeta, começaram a se instalar no segundo semestre do ano passado. Juntas, as quatro indústrias somam investimentos de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais, e preveem ultrapassar 2,7 mil postos de trabalho nos próximos anos.

Em entrevista concedida pelo diretor da Impsa, Federico Schalamp, a um veículo local, a energia eólica é um bom complemento para a energia hidrelétrica, já que os ventos são mais potentes durante as épocas de seca. Em evento promovido pelo Governo do Estado, o diretor mencionou a necessidade de nacionalizar a produção de componentes eólicos, com a presença de fábricas de aerogeradores, turbinas e pás no território brasileiro. “No mercado eólico há um significativo número de componentes que hoje são importados. O processo de nacionalização destes componentes, com suas diversas especificidades, favorecerá toda cadeia eólica brasileira.”

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Parque industrial de fabricação de torres para energia eólica RM Eólica Pernambucana (Gonvarri).

A primeira fábrica do segmento de peças eólicas a se instalar em Suape foi a argentina Impsa, em 2008. Com investimento de R$ 60 milhões, a fábrica produz 500 aerogeradores por ano. Em 2010, a espanhola Gestamp inaugurou a sua planta com capacidade produtiva de 500 torres eólicas por ano. Os investimentos do grupo chegam a R$ 120 milhões. Este ano, o Polo Eólico de Suape ganhará mais uma indústria: a dinamarquesa LM Wind Power, que deve entrar em operação ainda em outubro, produzindo pás eólicas. O investimento neste projeto chega a R$ 100 milhões. Completando a cadeia eólica, a empresa espanhola Iraeta está com projeto em andamento para iniciar as obras da fábrica de flanges (um dos componentes das torres eólicas), com recursos da ordem de R$ 71 milhões.