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Esportes radicais de alto padrão

Wakeboard, ski aquático e parasailsing. Se você é do tipo que adora esportes radicais, com certeza já ouviu falar de uma dessas três modalidades esportivas.

Uma prancha presa aos pés puxada por lancha e uma pessoa praticante “voando” em manobras: esse é o wakeboard. O esporte foi criado no início da década de 1980, por surfistas que buscavam novas aventuras em represas, rios e no próprio mar. Em dias sem ondas, pegavam um cabo, amarravam em uma lancha e iam brincando com a prancha de surf atrás. Com o passar do tempo o wakeboard foi evoluindo, primeiramente com as próprias manobras e batidas do surf. Depois, as alças para os pés foram inseridas, e surgiram os pulos. Assim, o esporte começou a ter mais influência do snowboard e do skate, com manobras, inclusive, em corrimãos e rampas. Em seguida, foi criado o handle (manete), que prende o barco  à prancha. Com isso, o atleta ganhou mobilidade, o que possibilitou-lhe radicalizar mais, ampliando o alcance das manobras na água e no ar.

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Romano Botelho praticando wakeboard

O engenheiro Romano Botelho é praticante da modalidade e afirma que o wakeboard é um esporte completo. “Para conseguir ficar em pé na prancha de wake é preciso fazer muita força nas pernas e no abdômen. Os músculos dos braços também são muito utilizados, pois temos que ter força para segurar a corda”, diz. Porém afirma que não é tão fácil ter aulas da modalidade em Pernambuco por falta de professores especializados nesse tipo de esporte radical. “Foi difícil conseguir um professor para ter as primeiras aulas. Aqui em Recife encontramos muitos professores de esportes aquáticos como, surf e Stand Up Paddle, mas para esportes com lancha não temos tantos”, disse.

Desde 1998, o Brasil realiza um campeonato, que é organizado pela Associação Brasileira de Wakeboard (ABW)