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Interiorização de indústrias aquece a economia

São mais de 11 mil indústrias instaladas em Pernambuco, deste total, 25% localizadas no interior. A perspectiva é que esta porcentagem aumente em 2014.

Nos últimos seis anos, Pernambuco mudou sua posição econômica em relação ao Brasil: de Estado com economia estagnada, a uma das unidades federativas mais competitivas do País, disputando ferrenhamente grandes empreendimentos. Só para se ter uma idéia, neste período o Estado cresceu a uma média anual de 4,6%, enquanto que, no mesmo período, o PIB brasileiro aumentou 3,6%. Com a perda de fôlego da economia em 2011, o crescimento ainda atingiu 2,3% em PE, enquanto que o País só chegou a 0,9%. 

Mesmo com a crise na economia mundial em 2013, as perspectivas ainda são positivas para PE. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – FIEPE, e também Deputado Federal Jorge Côrte Real “Apesar de Pernambuco continuar a crescer face aos investimentos que se encontram em fase de implantação, de investimentos em novas cadeias produtivas e, ainda, aqueles que entrarão em operação, para 2014, a expectativa é de redução do crescimento. Acreditamos, porém, que teremos um ano de oportunidades a partir da consolidação de empreendimentos, como a Refinaria e o Pólo Automotivo. É preciso,  entretanto, estar atento para que esse desenvolvimento seja sustentável e, para isso, a indústria necessita de um amplo conjunto de iniciativas, que passam, principalmente, pela reforma política, tributária, trabalhista e a redução dos gastos públicos”.

Nos últimos anos, os setores que mais influenciaram no crescimento industrial de Pernambuco foram: celulose e papel (25,1%), produtos de metal (20,3%), produtos químicos (9,2%) e de metalurgia básica (2,7%), minerais não metálicos (3,8%), e, ainda, o de calçados e artigos de couro, o qual apresentou uma alta de 15% na produção. A construção civil também se destaca, pois, além de empregar muita mão de obra, ainda demandou uma produção maior de tintas, vernizes, e de embalagens, o que reflete um dinamismo da economia. 

Hoje, cerca de 11 mil indústrias estão instaladas no  Estado de Pernambuco e deste total, 75% estão concentrados na região metropolitana de Recife. A FIEPE e o Governo do Estado têm como meta mudar esse cenário, levando cada vez mais indústrias para o interior do Estado através de incentivos fiscais e melhorias da infra-estrutura e saneamento básico das cidades interioranas. A FIEPE, também busca a inserção de empresas pernambucanas nas cadeias produtivas das indústrias que se instalam no Estado e o uso da mão de obra local.

A menina dos olhos

O complexo industrial-portuário de Suape é, sem dúvida, o motivo principal para esse “Boom” econômico.  Erguido a 40 quilômetros ao sul do Recife, é considerado um dos principais pólos de investimentos do país. Hoje, o porto de Suape tem 6km de cais, o que deve ser duplicado até 2015, com projeção de chegar a 35 quilômetros em 2030. 

Atualmente, 105 empresas estão em operação, entre elas o Estaleiro Atlântico Sul, a M&G e a Bunge. Outras 45 empresas estão em fase de implantação, como a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape e o estaleiro Promar, gerando mais de 50 mil empregos na construção civil. Os benefícios fiscais são um dos grandes atrativos para as empresas que se instalam nesta região, com reduções nos impostos Federais (75%) e municipais (50%). Segundo o Governo do Estado, de 2007 até 2013, foram 80 as empresas atraídas ao complexo, somando investimentos de mais de US$ 26 bilhões.

Além de Suape, cidades como Goiana, no interior do Estado, também estão atraindo atenção dos investidores. Além das insenções das cargas tributárias para instalações dessas empresas, o posicionamento geográfico se torna interessante para novas indústrias. No município de Timbaúba a situação é semelhante. A cidade agora trabalha na  instalação de uma nova fábrica de laticínios. ICON-01

Paula Walter