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Mão de obra pernambucana: qualificada ou não?

De acordo com dados do IBGE, nos últimos três anos, o desemprego em Pernambuco oscilou entre 10% e 15% da população. Os números podem ser considerados excelentes do ponto de vista econômico para o Estado, mas levam ao questionamento: essa quantidade é sinônimo de qualidade?

Para Edla Lobo, diretora da IdentificaRH Gestão e Consultoria, prestadora de serviços de relações públicas para grandes empresas, o grande problema está no desalinhamento entre o Governo do Estado e os empreendimentos que estão se instalando em Pernambuco. “O que acontece é que o governo investe em qualificação, mas os profissionais saem dos cursos sem a vivência do mercado. Por isso, as empresas preferem trazer profissionais, que já conhecem cultura das organizações e já possuem a experiência necessária”, diz. Para ela, essa prática é prejudicial à empresa, pois o ônus em trazer um profissional de fora é muito alto, já que é necessário arcar com os custos de moradia e transporte dos mesmos. Além disso, é costume oferecer-lhes um salário acima do mercado, como forma de atrativo. “Cedo ou tarde as empresas serão obrigadas a contratar profissionais locais sem prática no mercado. Elas terão que treinar e capacitar seus colaboradores”, afirma. ICON-01

Proc

Paula Walter