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Mundial para os clubes e atletas pernambucanos

Muito se fala sobre o dinheiro gasto e os benefícios para infraestrutura do Estado. Mas e os clubes de futebol?

Em 2007, quando o Brasil foi eleito sede da Copa do Mundo de 2014, o governo brasileiro comemorou muito. Além de sediar a principal competição do esporte mais popular do país, a possibilidade de grandes investimentos em melhorias nas cidades para receber um evento deste nível foi vislumbrado por todos. Novos aeroportos, planos para ajudar o fluxo de carros nas grandes cidades brasileiras foram algumas das promessas feitas.

Contudo, os impactos do evento também podem ser vistos dentro dos grandes clubes de cada sub- sede da competição. Além dos benefícios visíveis para todos, como a possibilidade de coordenar jogos em um estádio de nível mundial, como a Arena Pernambuco e a melhoria nos centros de treinamentos, existe também o aumento significativo nas receitas de patrocínio e publicidade para os clubes.

Há pouco menos de dois anos e meio como presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho se mostra otimista com os impactos. “Nós não teremos nenhum tipo de prejuízo ou dificuldade com o legado da Copa. Muito pelo contrário, teremos o melhor legado entre todas as sedes”, afirmou.

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O otimismo do presidente pode ser explicado pela grande visibilidade que o futebol do Estado vem recebendo. “Além do aumento de visibilidade e da inserção no contexto mundial, os clubes também tiveram uma melhora direta a nível patrimonial. Só na semana passada foi assinado um convênio de mais de R$ 3 milhões para reformas nos CTs (Centro de Treinamentos) de Sport e Náutico. Ou seja, apenas com esse convênio, eles estão sendo beneficiados com mais de três milhões de reais, fora tudo que já foi investido anteriormente”, afirmou Evandro. Se engana quem acredita que a empolgação do presidente da FPF fica apenas no que vem sendo realizado antes do Mundial. Apesar de reconhecer que o aumento na verba dos patrocinadores por conta da visibilidade que o Estado terá ao sediar os jogos, Evandro Carvalho acredita que mesmo depois da competição os investimentos continuarão existindo no futebol local.

“Só este ano nós tivemos um aumento em torno de 40% em patrocínios. Renovamos e fizemos vários contratos, além de abrir várias frentes comerciais. Também estamos em negociações com a Caixa Econômica Federal e a Fiat para conseguirmos novos patrocínios para os três grandes clubes, Náutico, Sport e Santa Cruz”, garantiu. O otimismo pode ser comprovados, em números e resultados. “Estamos em uma ascendência, ao ponto de atingirmos um pico de investimentos. Então acreditamos que vamos continuar com essa curva crescente ou no máximo estacionar, mas dificilmente regredir”, disse.

O crescimento é mais perceptível na parte estrutural dos clubes, com isso melhorias e incentivos ficam mais expostos, a ponto de aproveitar o momento para expor a marca e tentar atrair ainda mais investidores. “Além do investimento financeiro na parte física, você tem toda uma mídia direta e uma valorização do futebol local, que também pode ser explorada” disse Evandro.