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(NOVO)Post_Revista Mercado Aberto-23

Segundo semestre com investimentos no setor de metalmecânica

O Complexo busca por empresas parceiras e debate planejamentos e ações que visem intervir e incentivar o desenvolvimento do mercado no Estado.

O início deste segundo semestre pode ter sido conturbado para o Complexo Industrial de Suape. Mesmo com a greve de funcionários e instabilidade na mão de obra, a empresa conseguiu bater a meta criada no fim do ano anterior: fechar parcerias necessárias para desenvolver as operações no setor de metalomecânica.

As principais ações realizadas pelo Grupo Temático – 5, do Fórum Suape Global, em 2014, criaram ações para o desenvolvimento econômico e o ambiente de negócios de Suape e em seu território estratégico, como o treinamento para a formação de parcerias empresariais.

Nesse setor, o projeto de destaque foi a parceria realizada entre Pernambuco e a Lombardia, região italiana que abriga grandes indústrias de metalomecânica. O projeto foi iniciado em fevereiro de 2014 e já trouxe dois seminários sobre metalomecânica para Pernambuco e um para Brasília, além de dois que foram realizados na Lombardia. O próximo passo desse projeto será enviar uma missão de empresários e representantes de instituições de ensino para fazer visitas aos setores da indústria naval da Itália.

Outra empresa envolvida no projeto é a Rede de Empresas Metal Mecânica e Elétrica (REMME), que atingiu o objetivo de reduzir o tempo de modernização e adequar o setor às novas demandas. O grupo se beneficia da troca de conhecimentos, de capacitações e de pessoas afinadas com o desenvolvimento do Estado de Pernambuco, para tirar dúvidas, receber e dar sugestões e ideias de projetos, e de integrar soluções comuns, proporcionando um ambiente favorável à discussão dos vários fatores que se somam para a reafirmação do setor como um polo de desenvolvimento do Estado.

Diante da crescente demanda de mão de obra qualificada para desempenhar funções no setor, o Itep junto com o GT-5 tem realizado diversos debates acerca do assunto. O objetivo é apresentar soluções e desafios para instituições, empresas e unidades acadêmicas envolvidas com o porto de Suape. Apesar de existirem poucos engenheiros que atuam nas áreas referentes à metalomecânica, o número de estudantes nas universidades vem subindo devido ao reconhecimento da demanda.

No momento, o desafio é suprir a necessidade de intensificar o relacionamento entre as empresas privadas e as instituições públicas ligadas ao Estado, com o intuito de fomentar um plano mútuo de desenvolvimento e inovação tecnológica.

Parque Tecnológico

O setor metalomecânico de Pernambuco começou a instalar, no final do ano passado, um parque tecnológico no Complexo de Suape. O trabalho é distribuído em quatro frentes. A primeira é uma área de incubação com capacidade para 20 empresas na tentativa de aproveitar o potencial de jovens que estão saindo das escolas com desejo de se transformarem em empreendedores.

A segunda frente de trabalho é a criação de laboratórios associados para 15 empresas. O parque tende a oferecer uma estrutura física dos laboratórios para que todas as companhias possam fazer o refino de algumas tecnologias. A ideia é que, por exemplo, uma empresa de petróleo e gás de outro país que esteja fazendo algum trabalho aqui, possa utilizar o espaço para adequar alguma técnica. O terceiro braço do Parque será um Centro Tecnológico de Metalomecânica, com foco na qualificação de mão de obra para a atividade. Esse projeto já conta com aproximadamente R$ 7,5 milhões de recursos do Ministério da Educação (MEC). O quarto equipamento do Parque será um centro de construção e montagem.