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Suape fecha o ano em alta e agora traça novas metas

Alinhado ao crescimento de sua infraestrutura, o complexo já tem novidades certas para 2014. O primeiro trimestre do ano contará com operação de três novas fábricas: Cristal PET (preforma PET), Shineray (motos) e Aguilar y Salas, produtora de tanques e reatores. Juntas, as plantas industriais somam investimentos de R$ 168 milhões. No segundo semestre, será a vez da operação de um dos principais empreendimentos estruturadores do complexo: a Refinaria Abreu e Lima, no valor de R$ 34 bilhões e com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia. 

Apesar de ser uma grande conquista, Suape já está acostumado a grandes investimentos na área de geração de energia. Entre os grandes projetos instalados no complexo, há aqueles que estão voltados ao petróleo e às indústrias naval e offshore, como a Petroquímica Suape, a italiana Mossi&Ghisolf  e os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, todos já em operação. Em 2013, conseguiu um grande feito entre seus polos industriais: a consolidação do polo eólico, com a instalação da terceira planta industrial, a LM Wind Power, inaugurada em outubro. Agora, são três fábricas de peças para a produção de energia eólica: Impsa (aerogeradores), Gestamp (torres) e LM Wind Power (pás), que juntas somam investimentos de R$ 422 milhões e geram 3,3 mil empregos diretos.

Crescimento verde

O Complexo Industrial Portuário de Suape ampliou de 48% para 59% sua área verde desde 2011 até 2013. Também foi realizado um diagnóstico de toda a sua Zona de Proteção Ecológica (ZPEC), apresentando um planejamento das áreas necessitadas de recuperação e manutenção até 2030. Já em 2011, a empresa Suape restaurou 214 hectares de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do mundo, além de 61 hectares de restinga e 9 de mangue. A meta da empresa é chegar ao fim do primeiro semestre de 2014 com 686 hectares restaurados. Suape espera, também, que sejam implantadas em 2014 mais três Unidades de Conservação Ecológica (Ipojuca/Merepe, Engenho Ilha e Engenho Tiriri), totalizando 2.731,31 hectares, com predominância de mangue e restinga. “Fazer essas 3 novas unidades, ampliar e continuar ampliando as áreas de atuação do projeto são o futuro do planejamento sustentável de Suape”, afirmou Caio Ramos.

Devido ao crescimento acelerado do Complexo Industrial Portuário de Suape nos últimos anos, o Governo de Pernambuco envidou esforços por meio de secretarias e órgãos ligados à administração pública para atender ao Território Estratégico de Suape, composto por oito municípios: Cabo de Santo Agostinho, Escada, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém. Alinhada com a estratégia, lançou o projeto Suape Sustentável, iniciando os trabalhos com um diagnóstico da região. ICON-01

O estudo apontou 85 ações estratégicas para serem desenvolvidas, envolvendo todas as esferas de governo, terceiro setor, empresas privadas e sociedade em geral. 

Rebeca Buarque