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Valor de oferta e procura por imóveis mantêm o equilibrio

Preços podem até assustar, mas segundo especialistas a procura supera a oferta e o risco de uma bolha fica longe.

Os números assustam, mas o mercado não cai. As construtoras vivem um dos melhores momentos da história de Pernambuco, fechando contratos, inovando em investimentos e conseguindo um retorno antes mesmo de completar o empreendimento. Segundo pesquisa da Faculdade Boa Viagem, os preços dos imóveis subiram cerca de 70% nos últimos anos e isso assusta o pernambucano com medo de uma possível bolha imobiliária, como aconteceu há anos nos EUA.

Mas calma, economistas explicam: nos Estados Unidos, a relação Produto Interno Bruto (PIB)/crédito é de 80,1%. No Brasil, atualmente este percentual é de 5,1%. Ou seja, para muitos representantes do mercado imobiliário, esta diferença entre o Brasil e os EUA se traduz como uma normalidade do setor, onde não há o risco de bolha. Em síntese, o fenômeno só aconteceria se houvesse uma queda na demanda, excesso na oferta e redução de preços.

Comprar uma casa ou apartamento ficou mais fácil, principalmente com os programas “facilitadores” que estendem o crédito, arrolando a dívida, mas também ficou mais caro, inclusive em Pernambuco, que teve aumento significativo no metro quadrado em bairros antes baratos. O aluguel cresceu concomitantemente ao preço da venda. O Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-PE), registra que o aluguel subiu 50% nos dois últimos anos nos Bairros de Santo Amaro e Boa Vista. Só de janeiro a julho o metro quadrado recifense se valorizou, e subiu 7,4%. 

A nova classe média, que vive consequente facilidade no financiamento habitacional e taxa de juros baixa, geralmente procura imóveis de três dormitórios. Já as unidades de quatro quartos são procuradas por famílias maiores, que necessitam de espaço amplo para lazer, com infraestrutura de mais de uma garagem, condomínio e segurança. Tendência que também cresce rápido na classe média. Fácil não é sinônimo de barato quando se trata de imóveis. A grande dica é pesquisar e não deixar, por exemplo, que programas como Minha Casa, Minha Vida se tornem dor de cabeça, dessa forma, mudando o contexto para Minha Casa, Minha Dívida. Planejar com cautela a compra do imóvel ainda é o melhor programa a seguir. ICON-01

Luiz Bernardo Barreto