Artigo

007-18

Português Corporativo: com muito prazer

Betânia Ferreira
Sócia-proprietária do Curso UTI/Colégio CASAFORTE, Colégio Cognitivo
e professora do FAP- Matérias Isoladas
betania@uticursos.com.br

Quase ninguém leva a sério mas, no mundo profissional, os que estão no comando das grandes, médias e pequenas corporações começaram a ser preparados há muito. E muitos deles ainda não haviam pensado que tudo começou lá na Educação Infantil, no início do processo de aquisição da linguagem, passou por vários níveis de escolarização e hoje é a ferramenta mais importante do bom profissional: o processo linguístico formal.

É verdade que, quando se usa a linguagem verbal oral, podem passar alguns detalhes, escapam até algumas construções defeituosas, e até fugimos de estruturas respaldadas na gramática normativa. Mas quando se faz uso do registro escrito, tudo muda radicalmente de figura. A qualidade da linguagem precisa estar revelada. Você sabe disso!

Por exemplo, caso o advogado da empresa – recém-contratado -afirme estar com dificuldade em resolver um simples “poblema”, ou que “opita” por entrar com um novo recurso (pronunciando como sílaba tônica o /pi/), a confiança estaria um pouquinho arranhada? E em um atendimento emergencial, se o médico afirmasse desconfiar que você estivesse com uma séria “intoxicação” (pronunciando um / ch/ puxado, arrastado, em vez de /ks/) e que você precisaria ser “enternado”? Socorro! O perigo seria você trocar o n por r… E, ainda, caso um bom jornalista – por mais que a informalidade lhe seja facultada – deixasse escapar, em manchete, ou manchetinha, ou no corpo do texto: “Falta decisões imediatas”, ou “Promeças serão cumpridas”, ou “Houveram arruaças”. Ui! Que medo! Qual seria a sua reação?

Pois é! Cada um de nós tem o que contar sobre alguns suicídios linguísticos.

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Falar e escrever são situações de comunicação que precisam ser analisadas com respeito, sem desprezar o fato de que o multilinguismo está diretamente associado ao contexto. No caso do Português Corporativo, entretanto, há necessidade de o processo escrito receber atenção bem mais especial. É bem como diz o ditado: “De boca, só beijo. E bem dado”.

Analogicamente, assim deve acontecer com o processo redacional nas corporações. Na hora do “pega-pra-capar”, vale o registro escrito. Texto bem redigido. Limpinho. Bem tratado. Tudo conforme o padrão linguístico socialmente prestigiado, porque é indispensável dominar as competências relacionadas à comunicação.
E bem vindo ao mundo do Português Corporativo: com muito prazer. Fique, então, de olho na Língua, porque você é o que você escreve. ICON-01

No Português Corporativo há necessidade de o processo escrito receber atenção bem mais especial. Porque na hora do “pega-pra-capar”, vale o registro escrito. Texto bem redigido. Limpinho. Bem tratado. Tudo conforme o padrão linguístico socialmente prestigiado.