Coluna Joao Bosco Freire

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A competitividade econômica do Brasil

João Bosco Freire
Economista e Sócio-diretor da Horizonte Consultoria
joaobosco@horizonteconsultoria.com.br

Competitividade é a característica ou capacidade de qualquer organização em lograr cumprir a sua missão, com mais êxito que as demais competidoras. Baseia-se na capacidade de satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes ou cidadãos aos quais serve no seu mercado objetivo, de acordo com a missão específica para a qual foi criada.

O setor secundário, caracterizado pelas atividades de transformação vem experimentando nas últimas décadas, verdadeira revolução no âmbito da competitividade.  Este segmento é visualizado no contexto global, onde as atividades estão ficando cada dia mais segmentadas, com foco na alta especialização e ganhos de produtividade e a permanente expansão além de suas fronteiras originais.

Os países mais identificados com esta tendência e, por consequência, com maiores conquistas de espaços mercadológicos, têm, em comum, históricos de investimentos na educação  direcionada a esse novo ambiente globalizado.

Alguns segmentos especializados de nossa sociedade têm até sugerido que está ocorrendo um processo de desindustrialização em nosso País, face à extinção de algumas atividades produtivas locais no segmento industrial. Em nosso Estado, temos inúmeros exemplos deste fato, merecendo especial destaque a atividade metal-mecânica como uma das mais atingidas, muito pujante no passado, hoje tentando ressurgir neste novo formato, aprovado inclusive por investidores internacionais.

Esta evolução do formato da utilização dos meios de produção foi liderado pelo fator “China”, para onde foi direcionada a produção dos componentes demandados por  países detentores de tecnologias para montagem de produtos finais.

Como forma de minimizar riscos, diversos empreendedores nacionais tem partido para expansões no exterior, em face da indisponibilidade de um ambiente produtivo local que viabilize a preservação da competitividade.

Observo que o nosso País está fazendo um grande esforço para anular o tempo perdido, com o objetivo de acompanhar esta evolução e retomar o espaço mercadológico. Entre outras iniciativas, a educação focada nos cursos profissionalizantes tem merecido especial atenção, sabendo-se, que as respostas a estes estímulos somente acontecem em longo prazo. Tem se verificado intercâmbios com universidades de países desenvolvidos, estímulos financeiros para pesquisas em desenvolvimentos tecnológicos e outras no âmbito da educação.

As regiões menos favorecidas têm recorrido ao instituto de incentivos fiscais para atração de novos investimentos e a consequente celeridade no aprendizado deste novo formato produtivo.

Pernambuco tem feito um trabalho muito forte na atração de novos investimentos, principalmente, no segmento industrial, pois, a dinamização nos fatores de produção decorrente, imprimirá maior dinamismo na absorção desta nova cultura produtiva vigente na economia globalizada.

Na próxima edição comentarei sobre o setor de serviços.