Coluna Vitor Hugo Gonçalves

SAM_0195

Educação empreendedora

Vitor Hugo Gonçalves
Diretor Execultivo da VH Consultores e Diretor da Abble Tecnologia e Desenvolvimento
vitor@vhconsultores.com.br

O Brasil, e principalmente o Nordeste, vive um momento de oportunidades sem igual para quem estiver preparado para assumir desafios. Cerca de 60% da população brasileira pensa em ter um negócio próprio, e só perdemos para a Tailândia em vontade de empreender. O crescimento do empreendedorismo é, portanto, um fenômeno global e se fortalece, cada vez mais, como resultado de crises econômicas, mudanças nas relações de trabalho e a chegada das novas gerações ao mercado.

Neste cenário, muitas pessoas buscam o caminho da realização profissional através da materialização de suas idéias. Abrir um pequeno negócio hoje não é mais uma alternativa por falta de melhor opção. Ao desenvolver um comportamento empreendedor, elas ampliam as possibilidades de escolha e desenvolvem o crescimento profissional.

No que diz respeito aos jovens, muitos ainda têm dúvidas em relação a que carreira seguir e acabam descobrindo no empreendedorismo um caminho para sua verdadeira vocação. Porém, parece que nosso sistema de educação formal ainda não está preparado para esta nova realidade.

005-15

A grande maioria das escolas, seja no sistema de ensino público ou privado, insiste em fórmulas antigas e desgastadas que privilegiam o repasse de conhecimento, como se não houvesse outras fontes disponíveis, geralmente mais completas e mais atuais. O convívio empreendedores, jovens ou não, tem mostrado que o processo de aprendizagem é bastante diferente do modelo tradicional das escolas. O conhecimento adquirido não é apenas acumulado, mas rapidamente convertido em ações. São elas que fazem a diferença e geram resultados para o desenvolvimento de um negócio, de uma comunidade ou de uma nação.

É verdade que muito já se tem feito para aliar a teoria à prática nas escolas e universidades, e acredito que o Brasil esteja caminhando para o fortalecimento da comunidade empreendedora. Mesmo assim, ao apresentar um projeto de empreendedorismo às escolas, ainda é comum ouvir comentários como: “Nosso foco aqui é a preparação para ingressar na universidade!”, ou ainda “Precisamos trabalhar a educação básica dos jovens, e não há tempo para tratar desse assunto”.

É difícil imaginar como nossos jovens irão se relacionar com o mundo dos negócios no futuro próximo. Certamente serão necessárias habilidades diferentes daquelas adquiridas por seus pais, que foram preparados para longas carreiras em empresas sólidas e estáveis. Este cenário praticamente não existe mais e lidar com as incertezas do futuro deverá fazer parte do projeto de vida de todos os jovens. Empreender em um mundo que vive em constante mudança exige preparo e dedicação.ICON-01

A grande maioria das escolas, seja no sistema de ensino público ou privado, insiste em fórmulas antigas e desgastadas que privilegiam o repasse de conhecimento, como se não houvesse outras fontes disponíveis, geralmente mais completas e mais atuais. É difícil imaginar como nossos jovens irão se relacionar com o mundo dos negócios no futuro próximo.