Artigo

A empresa que aprende

A era do conhecimento se faz cada vez mais presente em nossa sociedade, pois somos o que sabemos, e mais do que isso, somos o que estamos dispostos a aprender, desaprender e reaprender. O nível de desafios e mudanças com que hoje lidamos nos faz repensar os modelos de gestão das organizações, que procuram se libertar de padrões antigos e se preparam para um cenário de mercados incertos.

As organizações do futuro serão aquelas que se parecerão mais com escolas, estabelecendo um clima que proporcione a liberdade necessária para estimular o crescimento de nosso potencial humano, quebrando paradigmas e focando na aprendizagem organizacional. Podemos citar algumas das características de organizações apreendentes do século XXI: a flexibilidade, a criatividade, a inovação e a aprendizagem em equipe.  As empresas com maior grau de flexibilidade são aquelas que são mais adaptáveis às permanentes mudanças de mercado, reagindo de forma mais rápidas diante dessas situações. As que são ditas mais criativas procuram se reinventar para serem mais competitivas, surpreendendo seus clientes, a concorrência e até mesmo seus funcionários. As empresas   inovadoras através de aprendizados constantes e sistemáticos, procuram viabilizar projetos inovadores não pensados pela concorrência.  A aprendizagem em equipe permite o diálogo, e quando este produz resultados, os integrantes, assim como a organização, crescem rapidamente. Na empresa que aprende serão repensados novos processos, fazendo com que surjam novas aprendizagens e experiências que retroalimentadas promovam o desenvolvimento da organização. O mundo é dinâmico e mutável.

O fato das empresas aprenderem com suas experiências, encarando esse fato como uma oportunidade de melhoria constante influenciam toda a cadeia, desde clientes a fornecedores, e as coloca em vantagem competitiva diante de outras organizações que estão prisioneiras de padrões antigos.

De acordo com Peter Senge, autor do livro a Quinta Disciplina, organizações que aprendem são aquelas onde pessoas continuamente expandem sua capacidade de criar novos padrões de pensamento e onde aprendem continuamente a trabalhar juntas, em equipe. Uma organização que aprende nunca é um produto final mas um processo contínuo. Outro ponto importante é a gestão desse conhecimento, para ser compartilhado junto à organização. Deve ser elaborado uma espécie de banco de dados, onde todos os funcionários podem acessar as experiências e as lições aprendidas  de outros, no desempenho de suas atividades e como chegaram  aos resultados obtidos.

Para que essa estratégia de aprendizado organizacional tenha êxito, é preciso integrar todos os funcionários, desde a cúpula até o chão de fábrica, fazendo parte da cultura empresarial, estimulando a capacidade de inovação, buscando novas formas de execução do trabalho. Isso nos leva a novos patamares competitivos, sendo a melhor estratégia para se obter sucesso nos negócios.