Artigo - Entrevista

Crescimento como principal meta de Pernambuco

RMA: E qual a perspectiva de melhoria na infraestrutura rodoviária do estado?

“A perspectiva para 2014 é que sejam concluídas as obras de infraestrutura importantes para o Estado, como a duplicação de quatro rodovias federais (BRs 101, 232, 408 e 104) e de três rodovias estaduais. Além disso, haverá o início da construção do Arco Viário Metropolitano, obra de R$ 1,2 bilhão que ligará o Litoral Norte ao Complexo Industrial Portuário de Suape, contornando o Recife e facilitando a logística dos grandes empreendimentos que estão se instalando no nosso Estado. Já a Transnordestina, cuja obra está sendo retomada, mudará a atual realidade logística do Nordeste. São R$ 7,5 bilhões em investimentos, ligando o sul do Piauí aos portos de Suape e Pecém. Será um tempo em que muitos empreendimentos estruturadores, como a Refinaria, entrarão em operação.” 

RMA: Não faz muito tempo que o governo do estado enfrentou críticas de ativistas ambientais na hora de modernizar trechos da cidade do Recife. Agora, diante do incentivo à industrias, como ficam os planos socioambientais?

“É importante dizer que todo esse crescimento vem acompanhado de um cuidado com o meio ambiente e com a área social, a fim de  minimizar os impactos do desenvolvimento. Em Suape, 59% da área total, que é de 13.500 hectares, estão destinados à preservação ecológica. Em 2012, foi feito o replantio de mais de 254 hectares de mata atlântica e restaurados 61 hectares de restinga e outros nove hectares de mangue. Este ano, a meta é replantar 218 hectares de Mata Atlântica. Foi criado ainda, a Unidade de Conservação de Bita e Utinga, de 2.467 hectares, e a criação de outras três unidades de conservação estão sendo estudadas pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que nos fiscaliza diuturnamente.”

RMA: Sabemos que o brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Qual sua opinião sobre esse assunto?

“Com relação à tributação no Brasil, continuo torcendo que seja feita uma reforma tributária para os próximos oito, dez anos no País. Esse sistema tributário é totalmente insuficiente, precário, atrasado, ele não está à altura do País na economia, não só do continente, mas global. É impossível um País com a importância do Brasil no cenário internacional continuar a ter um sistema tributário que a cada momento tem uma nova tarifa, uma contribuição. Temos questões importantes para resolver, como por exemplo, a definição de instrumentos que dê aos estados, sobretudo os do Nordeste, a possibilidade de induzir o desenvolvimento. Todos estão convencidos de que a guerra fiscal não serve ao Nordeste nem serve ao Brasil. Falta definir políticas públicas que diferenciem os estados do Nordeste na conquista de investimentos geradores de renda. A política brasileira deve oferecer ao País um modelo tributário que estimule os investimentos.” ICON-01

O Estado conta com uma economia criativa, será presenteado com a inauguração da primeira etapa do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, um equipamento de primeiro mundo que colocará Pernambuco na rota das grandes exposições internacionais, ao mesmo tempo em que dialoga com a obra do Rei do Baião e com toda a cultura sertaneja.

Paula Walter – Diva Meli