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(NOVO)Post_Revista Mercado Aberto-23

Preço x valor. Quem vence essa luta?

Odilon Medeiros
Consultor em gestão de pessoas, palestrante e professor universitário
om@odilonmedeiros.com.br

Outro dia um dos maiores e melhores hotéis da região me pediu que elaborasse uma proposta de trabalho para capacitar a sua equipe. E como de costume, prontamente atendi a solicitação. Ao receber a pessoa que havia feito a solicitação, ela me disse que estava com uma proposta com preço inferior a da minha e que eu fizesse uma redução. Esclareci que algumas coisas não podem ser consideradas apenas pelo preço e que ela olhasse o seu próprio negócio. Vejamos: se eu quiser hospedar-me na cidade, terei diversas opções a me oferecer o serviço.

Posso optar por uma alternativa bem econômica do tipo bed & breakfast, ou em bom português cama e café da manhã, que é exatamente o que vou obter lá. Nada de conforto extra, sanitário individual ou até mesmo um simples espaço para pensar. Ah, sim e o “breakfast”, normalmente é um cafezinho preto, um pãozinho com manteiga e se tiver muita sorte, posso até conseguir uma fatiazinha de queijo. Se eu quiser gastar um pouquinho mais, posso optar por uma pousadinha romântica localizada em algum subúrbio da cidade. Lá terei, pelo menos, mais privacidade e um pouco mais de conforto.

Agora, se eu quiser conforto mesmo, instalações modernas, localização privilegiada, muitas opções de lazer, etc., preciso procurar um hotel semelhante ao que me pediu a proposta. Vou desembolsar mais dinheiro, mas terei mais benefícios em troca. Relato esse fato porque percebo que muitas pessoas não sabem diferenciar preço de valor. Você, por exemplo, sabe? Vamos tentar esclarecer.

DINER

Uma pessoa física, de uma forma subjetiva, precisa saber o que é importante para ela ou qual benefício que recebe e que atenderá uma necessidade sua, pois isso determinará o valor. Nos exemplos acima, se o importante para mim é conhecer a cidade e ter um local apenas para dormir, a primeira opção terá um valor muito grande (para mim, claro!).

Já para as empresas, a coisa muda de figura. Na grande maioria das vezes, o fator determinante para se optar por esse ou por aquele fornecedor é o preço (como
no caso do hotel acima) e não o valor. E a qualidade como fica? E então, gestores? O que pensar a respeito disso? Aquele bordão que afirmava “Vale quanto pesa”, não vale mais nada.  Ou estou enganado? Os gestores devem ter ciência que nem sempre uma aquisição com preço inicial baixo, gera economia. Quer um exemplo?